É difícil aceitar a ideia de que
não conseguimos mudar pelos outros, não conseguimos mudar nem por nós mesmos
muitas vezes, a diferença esta em querer... Em valorizar.
É difícil aceitar que os
fantasmas do passado, por mais longe, deixam suas marcas, e viajam conosco
junto com a nossa bagagem, deixam rastros e tormentos, conseqüências visíveis
de atitudes presentes, que não se explicam pelas variáveis atuais, mas que
contribuem para um presente e futuro com o perfume barato de atitudes
desgraçadas!
É difícil aceitar que o furo do
prego permanece para sempre na madeira, mesmo sendo removidas, as marcas que as
pessoas nos deixam, para melhor, para pior, sempre há algumas nos cutucando
dentro do coração, nos forçando a produzir uma resistência quanto a tentativas
presentes de um reparo sentimental.
É fácil aceitar a indignação
quando a todos os desvalores que nos rodeiam, toda mentira quando se justifica,
é dado já, por muitos sofrimentos, todavia é difícil aceitar que tudo tem um
fim?
É fácil compreender que há
diferença entre realismo e frieza, entre ainda não sentir e indiferença.
Facilmente seria a vida se todos
tivessem a mesma concepção do ciclo de dar e receber, opostos se atrair, de
aprender e ensinar, de juntos viver... Viver, dividir e partilhar, sentir e
crescer, e acordar cada dia, com o prazer de viver.
Sexta-feira, 16 de setembro de
2011 17h51min
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