Há dias difíceis de desistir
Difícil de dormir.
Ao fechar os olhos, nos afogamos em um mar de lembranças do dia que passou,
Repensamos melhor nossos atos para mudar o que não melhorou.
Mas ao fim da noite isso já nas é mais suficiente.
Fim da noite, começo de outro dia, e ainda estamos aqui,
Conversas distintas ao longe, gritos cessados no pensamento.
Desejo de apagar o passado, queimar os papeis e jogar ao vento.
Ha dias, em que o violão recusa mostrar seu timbre, fica parado em silencio esperando a hora que alguém vai sentir saudade e lhe fazer carinho.
Há dias que a melhor música do rádio se torna a pior melodia para lembranças,
E as musicas mais calmas, lembram a paz que o coração precisa!
Aah lembrar... Mal dia para lembranças, mal dia para traumas, péssimo dia para superá-los.
Péssimo dia para cruzar com o passado em uma esquina qualquer.
Péssimo dia para frustrar expectativas,
Péssimo dia para escrever,
Combinar palavras e versinhos,
Péssimo dia para compor uma música feliz...
Mas não precisa ser feliz, precisa ser a verdade,
Precisa vir da essência, vir para fora o sentimento traduzido em palavras, sejam boas ou ruins,
Sejam vermelhas ou azuis, pretas ou brancas, amáveis ou indiferentes, inteligentes ou fúteis, do coração ou do cérebro...
Não importa, nada obriga, não há nenhuma briga, só não há nenhuma música,
E não há nenhum motivo para tocar alguma, nem os fantasmas têm o direito de saírem voando de seus universos para vir causar um tormento em uma atmosfera já carregada pelos seus malfeitos... Nem os fantasmas... Nem os mortos, menos ainda alguns vivos.

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