Acordes Para a Vida ♫
27 de fevereiro de 2012
28 de janeiro de 2012
27 de janeiro de 2012
É difícil aceitar
É difícil aceitar a ideia de que
não conseguimos mudar pelos outros, não conseguimos mudar nem por nós mesmos
muitas vezes, a diferença esta em querer... Em valorizar.
É difícil aceitar que os
fantasmas do passado, por mais longe, deixam suas marcas, e viajam conosco
junto com a nossa bagagem, deixam rastros e tormentos, conseqüências visíveis
de atitudes presentes, que não se explicam pelas variáveis atuais, mas que
contribuem para um presente e futuro com o perfume barato de atitudes
desgraçadas!
É difícil aceitar que o furo do
prego permanece para sempre na madeira, mesmo sendo removidas, as marcas que as
pessoas nos deixam, para melhor, para pior, sempre há algumas nos cutucando
dentro do coração, nos forçando a produzir uma resistência quanto a tentativas
presentes de um reparo sentimental.
É fácil aceitar a indignação
quando a todos os desvalores que nos rodeiam, toda mentira quando se justifica,
é dado já, por muitos sofrimentos, todavia é difícil aceitar que tudo tem um
fim?
É fácil compreender que há
diferença entre realismo e frieza, entre ainda não sentir e indiferença.
Facilmente seria a vida se todos
tivessem a mesma concepção do ciclo de dar e receber, opostos se atrair, de
aprender e ensinar, de juntos viver... Viver, dividir e partilhar, sentir e
crescer, e acordar cada dia, com o prazer de viver.
Sexta-feira, 16 de setembro de
2011 17h51min
Os opostos se atraem, mas os iguais se completam.
Alguém que te coloque pra cima
Com as qualidades que você possui
Nem mais nem menos do que você é
Alguém que olhe para você e te fale coisas que nunca
pensaria em ouvir
E faz descobrirmos dentro de nós coisas incríveis,
despertadas por somente algumas palavras
Os opostos se atraem, mas os iguais se completam,
O tempo passa e nem vemos, talvez a passagem seja singular,
Talvez a passagem nos leve para o mesmo lugar,
Para o outro lado da rua, para o outro lado do mapa.
Para outra nova vida, para outro novo caminho.
Em meio a tantos projetos de vida, será que ainda nos resta
tempo para viver?
Em meio a tantos problemas, um sorriso sempre faz bem, cativa
e contagia as pessoas,
Mesmo longe, mesmo em palavras escritas, boas energias, bons
fluidos, bom humor,
Quebra de barreiras, quebra de fronteiras, do intelectual ao
pessoal, do que é físico e do que é místico, escrevendo no livro da vida sendo
realmente o seu autor.
07/10/2011 08:18 am
24 de janeiro de 2012
Deus
Estive pensando sobre Deus e as religiões. Todo dia nos deparamos com milhares de opiniões que podem estar certas ou erradas. Na verdade estar certo ou errado é uma questão de ponto de vista, por isso não me satisfaz uma única teoria que explique qualquer coisa baseada em uma única opinião de alguém.
É preciso debates, discussões (saudáveis), críticas construtivas e qualquer tipo de troca de idéias que possa engrandecer a opinião de cada pessoa, sempre havendo em primeiro lugar respeito e mente aberta para mudanças e complementos.
Vejo Deus como algo muito além do nosso entendimento, algo mágico, misterioso e milagroso, que nos contempla cada dia com seus feitos extraordinários! Algo além da imaginação, que em poucas ou muitas palavras eu não conseguiria explicar de uma forma plausível o que eu entendo por ser Deus.
Mas há coisas que não precisam ser descritas, apenas precisamos senti-las. Lembro-me de um texto do escritor Rubem Alves que se chama “Os 3 nomes de Deus”, que ele contava que uma mulher uma vez pediu se ele acreditava em Deus, ele respondeu que sim e acreditava até mais claramente que muitas pessoas, e tinha dado não só 3, mas 33 nomes para Deus...
Bom texto lembrado, que me fez pensar também em alguns nomes que eu daria para o meu Deus, e quero compartilhar aqui nesse texto. E cada nome desses quando lembrado, traz lembranças boas na minha mente, pensamentos positivos e a certeza de que existe Deus neles.
Os meus nomes de Deus... A chuva no fim da tarde, o céu todo azul em num dia frio de inverno, a música que acalma os prantos do coração, a paz interior da meditação, a graça de uma boa amizade, o sorriso inocente de uma criança, a fidelidade dos animais, um pôr do sol, um nascer do sol, a infinidade do universo, a alegria dos necessitados quando são ajudados, o canto dos pássaros pela manhã, o olhar calado de dois apaixonados, o abraço confortante de alguém que você ama, a harmonia de um instrumento musical, a satisfação de uma boa ação, perdoar, ser perdoado, conquistar algo quer queremos muito...
Enfim, apenas 19 de dezenas de nomes que eu poderia ficar citando aqui a noite inteira. Mas a essência é a mesma, a força positiva que todos esses milagres nos trazem é o que me traduz a palavra Deus, sem preconceitos, sem tradições religiosas, sem alguém impondo o que eu devo pensar, agir e seguir!
Melhorar nossa visão em torno do que somos e como estamos direcionando nossa vida para o futuro, fazer uma análise das pequenas coisas que acontecem nos nossos dias, e acreditar que ali, em algo tão simples e único, existe a presença de Deus, é uma ação de uma grandiosa valia.
Deixo a dica para todos praticarem esse exercício de dar alguns nomes ao Deus que vocês acreditam, faz muito bem, faz perceber quantas maravilhas acontecem na nossa rotina e tantas vezes passa despercebido do nosso entendimento. Lava a alma, abre a mente e engrandece o pensamento.
“a mente que se abre a novas idéias jamais voltara a ter o mesmo tamanho” Albert Einstein.
24/01/2012 22:09

Os cegos e o elefante
*(texto do psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro Rubem Alves)*
Viviam, num país do oriente, 5 cegos que mendigavam juntos à beira de um caminho. Eram amigos em virtude de seu infortúnio comum. Todos tinham um grande desejo. Já haviam ouvido falar de um animal extraordinário, enorme, chamado elefante. Tão maravilhoso era o dito animal que muitos afirmavam que ele era divino. Mas eles, pobres cegos, nunca haviam estado com um elefante. Ah! Como gostariam de conhecer um elefante. Aconteceu, porque Alá ouviu suas preces, que um domador de elefantes foi por aquele caminho conduzindo seu animal. Foi uma festa! A criançada gritando, homens e mulheres falando. Ouvindo tal rebuliço os cegos perguntaram: “ O que está acontecendo?” “Um elefante, um elefante”, responderam. Eles se encheram de alegria e pediram ao domador que os deixassem tocar o elefante, já que ver não podiam. O domador parou o animal e os cegos se aproximaram. Um deles foi pela traseira, agarrou o rabo do elefante e ficou encantado. O segundo foi pelo lado, abraçou uma perna e ficou encantado. O terceiro apalpou o lado do elefante e ficou encantado. O quarto passou as mãos nas orelhas do elefante e ficou encantado. E o último segurou a tromba e ficou encantado. Ido o elefante os cegos começaram a conversar. “Quem diria que o elefante é como uma corda!”, disse o primeiro. “Corda coisa nenhuma”, disse o segundo. “ É como uma palmeira”. “Vocês estão loucos”, disse o terceiro. “ O elefante é como um muro muito alto.” “Vocês não são só cegos dos olhos”, disse o quarto. “ São também cegos da cabeça. Pois é claro que o elefante é como um ventarola.” “ Doidos, doidos”, disse o quinto. “ O elefante é como uma cobra enorme...” Por mais que conversassem eles não conseguiram chegar um acordo. Começaram a brigar. Separaram-se. E cada um deles formou uma seita religiosa diferente: a seita do deus-corda, a seita do deus palmeira, a seita do deus parede, a seita do deus ventarola, a seita do deus cobra...”
Histórinha para ilustrar as religiões ao redor do mundo...
22 de janeiro de 2012
Hoje só queremos o direito de ficar calado.
Há dias difíceis de desistir
Difícil de dormir.
Ao fechar os olhos, nos afogamos em um mar de lembranças do dia que passou,
Repensamos melhor nossos atos para mudar o que não melhorou.
Mas ao fim da noite isso já nas é mais suficiente.
Fim da noite, começo de outro dia, e ainda estamos aqui,
Conversas distintas ao longe, gritos cessados no pensamento.
Desejo de apagar o passado, queimar os papeis e jogar ao vento.
Ha dias, em que o violão recusa mostrar seu timbre, fica parado em silencio esperando a hora que alguém vai sentir saudade e lhe fazer carinho.
Há dias que a melhor música do rádio se torna a pior melodia para lembranças,
E as musicas mais calmas, lembram a paz que o coração precisa!
Aah lembrar... Mal dia para lembranças, mal dia para traumas, péssimo dia para superá-los.
Péssimo dia para cruzar com o passado em uma esquina qualquer.
Péssimo dia para frustrar expectativas,
Péssimo dia para escrever,
Combinar palavras e versinhos,
Péssimo dia para compor uma música feliz...
Mas não precisa ser feliz, precisa ser a verdade,
Precisa vir da essência, vir para fora o sentimento traduzido em palavras, sejam boas ou ruins,
Sejam vermelhas ou azuis, pretas ou brancas, amáveis ou indiferentes, inteligentes ou fúteis, do coração ou do cérebro...
Não importa, nada obriga, não há nenhuma briga, só não há nenhuma música,
E não há nenhum motivo para tocar alguma, nem os fantasmas têm o direito de saírem voando de seus universos para vir causar um tormento em uma atmosfera já carregada pelos seus malfeitos... Nem os fantasmas... Nem os mortos, menos ainda alguns vivos.
5 de dezembro de 2011
Nunca Mais
O tempo catalisa a vida das pessoas,
Trazendo talvez uma amnésia, ou ironicamente, uma troca de
essências
Juramentos compreendidos, pecados esquecidos,
Dias que passaram, mas não foram vividos.
A vida passa, e a passagem é só de ida, não tem volta, não
tem graça
Na terça, aos 3/4 do dia, pára a rebeldia,
Tiramos a máscara, nos livramos da fantasia.
De sonhos lembramos, comparamos a vida que não está parecida,
Mas ainda buscamos outra vida, outra lua, outra chance
Ou alguma emoção para ser vivida.
O nunca de "nunca mais", talvez nunca deve se ser
falado.
Deveríamos viver como nunca, e dar o último abraço sempre
desejando mais.
O nunca de "nunca mais", se esconde em meio a
sonhos, desejos e forças,
Que para cumprir, nem sempre somos capazes.
A insegurança traz uma certeza e uma segurança,
De que alguma coisa não está bem.
Por desconhecer completamente a vida que tem,
Ou ver que as palavras escritas para alguém,
Que somente os outros a lêem.
1/11/2011 17h 40min
17 de novembro de 2011
Como Num Filme Sem Um Fim
Como Num Filme Sem Um Fim
Pública
Se o encanto se quebrou
Se esqueceste o que é amor
Se de um verso fez canção
Contemplando a solidão
Se almeja o que não tem
Se despreza o que possui
Se entre as pedras e os espinhos
O caminho a conduz
Quem sabe alguém
Merece mais o teu amor
Se só ficou,
Só se deixou transparecer a tua dor
Acordei sem nem dormir
Havia pessoas no jardim
Uns brincando de viver
E uns vivendo sem sorrir
Logo a tarde anunciou
Que o futuro era azul
E o sol se recolheu
Deixando sombra onde era luz
Ficou alguém
Que tanto fez
Que não se esquece mais de ti
Chorou em vão e o coração
Como num filme sem um fim

1 de novembro de 2011
Há Dias
Há dias, em que qualquer pensamento
Nos leva para longe de qualquer obrigação.
Há dias, que os medos e fracassos,
Gritam mais alto, enfraquecendo a emoção.
Há dias...
Há dias, em que acordamos pela manhã,
Pensando na hora em que vamos dormir novamente.
Há dias, que não ouvimos nem a nossa própria mente,
Não temos tempo, tão pouco, o tempo nos tem.
Resta-nos lembrar do que nos faz bem,
Do que ninguém consegue ficar sem.
Das pessoas que fortalecem as almas para suportar dias como esses.
O silencio e o escuro até nos fazem pensar,
Mas a luz, vozes e conversas, deixam enxergar a vida que está em nossa frente.
Enxergar o poder que pode haver em cada mente,
Ou o elo que está ao nosso lado nessa vida corrente.
Há dias, e há dias felizes!
31/10/2011 15h20min

Assinar:
Postagens (Atom)
